12 FEV. SÁB. 11h e 15h
Capuchinho, Teatro Para Bebés
Teatro | PGA | 5€ | Todas as idades
Limitado a 80 lugares por sessão


“Mamã, avó, floresta, bolo.” A palavra dita, narrada a partir de um livro que se abre, sugere o poder transformador do cenário em imaginário. “Cuidado, lobo, perigoso.” A narradora-mãe adverte o desconhecido. E a Capuchinho-bailarina, em seu singular percurso, dança ao luar com o lobo mentiroso, na floresta que também é a casa da avó de boca tão grande que afinal era o lobo, que não era assim tão mau mas que tinha fome. O caçador ouve o grito e não mata, mas salva. A moral é apaziguadora.
Uma peça montada a partir de inesperados contrastes que servem para iluminar cada um seus elementos, personagens animadas, de carne e osso, e inanimadas, os objectos do cenário. A expressão corporal e a dança relevam o perfil da sonoridade da sílaba e da música. Quem consegue ficar indiferente ao maravilhoso Dueto de Gatos e à Exaltação dos Animais?
A imagem, o movimento, o som e a palavra eximiamente sincronizados, num auto em que era uma vez uma história encantada, dramática e vivamente encantadora. Jini Afonso

Encenação: Paulo Lage
Coreografia: Elsa Madeira
Interpretação: Cheila Lima, Duarte Melo e Sofia Loureiro
Apoio Vocal: Silvia Filipe
Cenografia: Ana Paula Rocha
Figurinos: Mónica Cunha, Confecção Mestra Olga Amorim
Arranjos Musicais: Elmano Coelho e Carlos Garcia
Desenho de Luz: Pedro Nabais
Operação de Luz: Pedro Correia
Desenho de Som: Frederico Pereira
Operação de Som: Paulo Lage
Adereços: Xana Capela
Desenho Maquilhagem: Guilherme Gamito
Produção: Thekingroad
Co-produção Teatro Plage e Casa das artes de Famalicão
Espectáculo apoiado pela DGArtes.


 


14,15 e 16 FEV. SEG a QUA. 18.30h e 21.30h
Queer Lisboa - Festival Internacional de Cinema Queer
Cinema | PA | 4€ | M/12 anos


O Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer, apresenta em Portalegre um ciclo de cinema, com o objetivo de dar a conhecer a um público mais alargado filmes que abordam uma diversidade temática ligada ao percurso do ativismo LGBTQI+, ao seu impacto um pouco por todo o mundo; ao seu efeito transformador nas mentalidades, na ação política e na própria ciência; ao estigma ainda prevalente sobre o VIH/SIDA e de como a epidemia transformou as comunidades queer; aos indivíduos transgénero e as suas problemáticas pessoais, sociais e clínicas ligadas aos processos de transição; ou o duplo estigma sofrido pelas pessoas com deficiência física ou doença mental. Questões que se cruzam com muitas outras ligadas às migrações, refugiados, direitos humanos ou relações familiares.

14 de Fevereiro - Segunda-feira, 18h30: Limiar
Limiar, de Coraci Ruiz (Documentário, Brasil, 2020, 73’, V.O. portuguesa, legendada em inglês, M/16)
Documentário autobiográfico, realizado por uma mãe, que acompanha a transição de género do seu filho adolescente: entre 2016 e 2019 ela entrevista-o, abordando os conflitos, certezas e incertezas que o perpassam, numa busca profunda pela sua identidade.

14 de Fevereiro - Segunda-feira, 21h30: Cured
Cured, de Patrick Sammon e Bennett Singer (Documentário, EUA, 2020, 82’, V.O. inglesa, legendada em inglês, M/16 anos)
Cured narra a batalha travada por um pequeno grupo de ativistas que declarou guerra a uma instituição inabalável (as instituições médicas) e que obteve uma vitória crucial no movimento moderno pela igualdade LGBTQI+.

15 de Fevereiro - Terça-feira, 18h30: The City Was Ours
The City Was Ours. Radical Feminism in the Seventies, de Netty van Hoorn (Documentário, Holanda, 2020, 70’, V.O. holandesa, legendada em inglês, M/16)
O movimento lésbico na Holanda foi uma força motriz no seio do feminismo holandês, tendo-se fortalecido na década de 1970. Foi para além da participação em grupos de consciencialização, das manifestações e dos squats.

15 de Fevereiro - Terça-feira, 21h30: Silent Voice
Silent Voice, Reka Valerik (França, Bélgica, 2020, 51’, V.O. inglesa, chechena e francesa, legendada em português, M/16 anos)
Khavaj fugiu da Chechênia quando o seu irmão descobriu que era homossexual e prometeu matá-lo. Em Bruxelas, e sofrendo de mutismo, ele é forçado a viver em total anonimato para escapar da diáspora chechena.

16 de Fevereiro - Quarta-feira, 18h30: Famille tu me hais + debate
Famille, Tu Me Hais, Gaël Morel (Documentário, França, 2021, 51’, V.O. francesa, legendada em português, M/16 anos)
Através do retrato de um conjunto de jovens expulsos de casa por causa da sua sexualidade, Gaël Morel quer mostrar-nos o impacte de uma das piores expressões da homofobia e transfobia: aquela praticada no seio da família.
Temas a abordar no debate: Homofobia, Transfobia, Família, Redes de Apoio LGBTQI+

16 de Fevereiro - Quarta-feira, 21h30: Wojnarowicz
Wojnarowicz: F**k You F*ggot F**ker, de Chris McKim (Documentário, EUA, 2020, 105’, V.O. inglesa, legendada em inglês, M/16)
Num período em que Nova Iorque se torna no epicentro da epidemia da SIDA nos anos 80, Wojnarowicz empunha a sua arte como uma arma, declarando guerra à indiferença institucional perante a epidemia, até à sua morte em 1992, com 37 anos.

 

2, 3 e 4 MAR. QUA. a SEX. 10.30H e 14.30H
O Cão Que Vem de Tão-Tão Longe
Música | PGA | 3€ | M/3 anos


O Cão Que Vem de Tão-Tão Longe é um espetáculo vagabundo para pais & filhos, a partir da vida e da música de Moondog, Louis Thomas Hardin, o excêntrico e visionário Viking que tocou nas ruas de Nova Iorque e foi admirado por Stravinski e Frank Zappa. É um objeto excêntrico e minimalista, ao mesmo tempo, feito à mão para ver às cegas, como ele compôs a sua obra. Também pode ser um sonho bom ou um poema anticapitalista, como aqueles carrinhos que os miúdos fazem com as latas de sardinha.

Dramaturgia - Cátia Terrinca
Interpretação - Cátia Sá e Cátia Terrinca
Sonoplastia - Cátia Sá
Cenografia - Bruno Caracol
Direção Técnica - João P. Nunes
Produção - UMCOLETIVO
Coprodução - GO-Romaria Cultural & Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre
UMCOLETIVO é uma estrutura apoiada pela Direção Geral das Artes.